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Dom José, bispo auxiliar de Manaus: "Ajudar os presos a se arrepender"

  • Foto do escritor: Paróquia São Tiago Maior
    Paróquia São Tiago Maior
  • 29 de mai. de 2019
  • 2 min de leitura

“Sempre defenderemos a vida, em qualquer situação", diz D. José Albuquerque. Para a Pastoral Carcerária, "é dever do Estado cuidar para que todos possam cumprir sua pena com dignidade; e cabe às famílias reclamar o direito à indenização pela morte de seus filhos".

Cristiane Murray - Cidade do Vaticano

Pouco mais de dois anos após a rebelião que deixou 56 mortos no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj) de Manaus, outras 55 pessoas foram mortas neste domingo (26/05), nos cárceres da capital amazonense.

Os presos morreram no âmbito de uma briga interna da organização criminosa Família do Norte (FDN). Nesta semana, nove líderes da facção serão transferidos para presídios federais de segurança máxima.

Segundo a Pastoral Carcerária de Manaus, “essas mortes são consequência a inevitável da manutenção da lógica de encarceramento em massa e banalização das vidas; e de aprisionar e exterminar uma população indesejável, em sua maioria pobre e negra”.

Dom José Albuquerque de Araújo, bispo auxiliar de Manaus, lamenta a reação de uma parte da sociedade e recorda que ‘os presos são filhos de Deus e mesmo que tenham cometido crimes, devem ser ajudados a se arrepender e a mudar de vida”.

“Lamentamos a morte de dezenas de seres humanos, o crescimento da violência e do terror praticado pelas facções criminosas, assim como a reação de uma parte da sociedade que aplaude e torce para que este estes acontecimentos de fato exterminem aqueles que estão nos presídios”.

“ Eles são vítimas de toda uma sociedade que exclui, que não oferece oportunidades, que favorece e facilita o mundo do crime ”

"Esta bomba-relógio que está em nossos presídios é uma realidade que deve sempre nos preocupar e nos convidar a uma reflexão, a fim de podermos rever as políticas aplicadas para o sistema penitenciário em nosso país”.

“Como seguidores de Cristo, nós sempre defenderemos a vida, seja ela em qualquer situação. Todos são filhos de Deus e, mesmo quando condenados e presos por delitos cometidos, eles devem ser ajudados a se arrepender e a mudar de vida. Esta realidade triste deve então nos unir em oração e em ações concretas que nos levem a refletir sobre nossa vida em sociedade”.

“ “Que Deus nos ajude a mudar esta realidade” ”

O coordenador da Pastoral Carcerária da Arquidiocese de Manaus, Padre Geraldo Bendaham, coordenador da Pastoral, reitera:

“As pessoas que morreram são filhas de Deus e quando presas, é dever do Estado cuidar para que todos possam cumprir sua pena com dignidade; inclusive, cabe às famílias reclamar o direito à indenização pela morte de seus filhos”.

 
 
 

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