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Papa: “A injustiça que faz chorar a terra e os pobres, não é invencível"

  • Foto do escritor: Paróquia São Tiago Maior
    Paróquia São Tiago Maior
  • 9 de mar. de 2019
  • 3 min de leitura

Papa: “A injustiça que faz chorar a terra e os pobres, não é invencível"

Papa Francisco durante encontro com os participantes da Conferência Internacional sobre as religiões e o desenvolvimento pediu para ouvir o grito da terra e dos pobres. O encontro ocorre no Vaticano de 7 a 9 de março

Jane Nogara – Cidade do Vaticano

Na manhã desta sexta-feira (08/03), o Papa Francisco recebeu os participantes da Conferência Internacional “As religiões e os objetivos do desenvolvimento sustentável: ouvir o grito da terra e dos pobres”. A Conferência conta com a presença de especialistas e representantes de várias religiões de todo o mundo.

Sustentabilidade e inclusão

Depois da saudação inicial aos presentes o Papa iniciou explicando

“ Quando falamos de sustentabilidade não podemos esquecer a importância da inclusão e da escuta de todas as vozes, especialmente as que são normalmente marginalizadas ”

recordando os pobres, os migrantes, os indígenas e os jovens.

Francisco falou em seguida sobre a Agenda 2030, recordando sua aprovação em 2015 por 193 nações, com o otimismo de “uma nova solidariedade universal”, todavia, prossegue Francisco para propor um diálogo sobre um desenvolvimento inclusivo e sustentável devemos esclarecer “desenvolvimento do quê? Para quem?”. O Pontífice explicou que por muito tempo a ideia de desenvolvimento era avaliada apenas em termos de crescimento material, para o qual “somos quase obrigados a explorar irracionalmente tanto a natureza quanto os seres humanos”.

Na realidade – disse o Pontífice – como evidenciou São Paulo VI “falar de desenvolvimento humano significa promover todos os homens – não a poucos – e o homem todo – não apenas à sua dimensão material”. Portanto, uma frutuosa discussão sobre o desenvolvimento deveria oferecer “modelos praticáveis de integração social e de conversão ecológica”.

Francisco recorda as nossas responsabilidades nesse aspecto, pois as “denúncias de modelos negativos e as propostas de percursos alternativos não valem só para os outros, mas também para nós”. Devemos “nos comprometer em promover e por em ato os objetivos de desenvolvimento sustentáveis segundo nossos valores religiosos e éticos mais profundos”.

Objetivos

Falando aos presentes disse também que almeja que desta Conferência possam nascer “respostas concretas ao grito da terra e ao grito dos pobres”, através de “medidas econômicas concretas que levem seriamente em consideração a nossa casa comum. Compromissos éticos, civis e políticos concretos para se desenvolver ao lado da nossa irmã terra, e não apesar dela.

Tudo está relacionado

Ao recordar as pessoas religiosas disse “precisamos abrir os tesouros das nossas melhores tradições” para um diálogo “verdadeiro e respeitador” sobre o futuro do planeta. As narrações religiosas, “por serem cheias de simbolismo” contam com uma firme convicção: “tudo está relacionado”, o cuidado autêntico da nossa vida e da nossa relação com a natureza “é inseparável da fraternidade, da justiça e da fidelidade para com os outros”.

Confirmando a necessidade desse relacionamento, Francisco recordou a importância de integrar os cinco objetivos da Agenda 2030: pessoas, planeta, prosperidade, paz e parcerias. Dizendo que esta integração pode servir para se preservar da concepção de que “os problemas sociais e ecológicos se resolvem simplesmente com a aplicação de novas tecnologias”.

Portanto, continua o Papa, “uma abordagem integral nos ensina que isso não é verdade”, e já São João Paulo II falou “da necessidade de encorajar e sustentar uma conversão ecológica”.

Concluindo esse ponto Francisco afirma:

“ Se quisermos dar bases sólida ao trabalho da Agenda 2030, devemos rejeitar a tentação de buscar apenas uma resposta tecnocrata aos desafios, devemos enfrentar as causas profundas e as consequências a longo prazo ”

Populações indígenas

Francisco evidenciou também as populações indígenas, explicando que embora representem apenas 5% da população cuidam de quase 22% da superfície terrestre, ajudando a proteger a biodiversidade do planeta. “Em um mundo fortemente secularizado, estas populações recordam a todos a sacralidade da nossa terra”.

Concluindo disse:

“ As circunstâncias atuais requerem mudanças, porque a injustiça que faz chorar a terra e os pobres, não é invencível ”

 
 
 

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