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Jornalista critica silêncio da mídia ante multitudinária Missa pela Vida na Argentina

  • Foto do escritor: Paróquia São Tiago Maior
    Paróquia São Tiago Maior
  • 13 de jul. de 2018
  • 2 min de leitura

Buenos Aires, 11 Jul. 18 / 05:00 pm (ACI).- O jornalista e advogado argentino Eduardo Feinmann criticou o silêncio da mídia que não cobriu a multitudinária manifestação pró-vida realizada na Basílica de Nossa Senhora de Luján, na Argentina, no domingo, 8 de julho; mas divulgam quando se trata da reunião de um pequeno grupo de feministas a favor do aborto.

Peregrinos de diferentes lugares do país se reuniram diante da imagem da Padroeira da Argentina para clamar pelo respeito à vida ante a ameaça da lei do aborto, além de renovar a sua consagração à Virgem de Luján.

No telejornal do canal "A24", Eduardo Feinmann se referiu a este evento como uma "manifestação impressionante".

"Eu não entendo porque a mídia não transmitiu uma das manifestações mais impressionantes dos últimos tempos contra o aborto ou a favor das duas vidas", questionou o jornalista.

Em contrapartida, sublinhou a grande cobertura que teve uma manifestação em 6 de julho, na qual um grupo de pessoas, muito menos do que as que se reuniram em Luján, protestou contra o Hospital Universitário Austral, instituição que se opõe ao aborto e exige a objeção consciência institucional no caso de aprovação do projeto de lei.

"50 feministas a favor do aborto, contra o Hospital Austral (que) se opõe, caso a lei seja aprovada, a realizar abortos. Aí sim o lenço verde tem muita divulgação na imprensa, mas as duas vidas não tanto", criticou Feinmann.

Em 3 de julho, o Senado começou o debate sobre a legalização do aborto nas comissões de Saúde e Justiça e Assuntos Criminais, depois que o projeto foi aprovado em 14 de junho pela Câmara dos Deputados.

A iniciativa recentemente aprovada permite o aborto livre até a 14ª semana de gestação e até os nove meses de gestação em casos de violação, de risco à saúde da mãe e inviabilidade do feto.

Em relação à objeção de consciência, só poderá ser pedida pelo profissional de modo individual, por escrito e antecipadamente.

O projeto aprovado pelos deputados proíbe a objeção de consciência institucional e os estabelecimentos de saúde são obrigados a realizar o aborto se a mulher exigir como “atenção médica imediata”.

 
 
 

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